Choque entre a pluma e o aço
a um passo dos olhos de um cego.
Um compasso circula tingindo
um laço preto com a cor vermelha
que envolve o fluxo da fartura branca.
Lamenta um sábio, já sem juízo
e é preciso ter para não morrer no abismo
inconformado da palavra fome
que se alimenta da total dormência
de uma massa fria desse bolo fofo.
Poupe o pavor que há nas coisas.
Um golpe de caráter já ajuda.
Dor é a cor dos olhos que passam
distantes da pureza de um olhar.
Olhos que lêem e totalizam,
amenizando uma total cegueira.
Poupe o amor nunca encontrado,
a paz, a igualdade, o suicídio.
Se estas palavras inspiram-te glória,
não se engane, elas estão em guerra.
Tudo é conflito em meu país.
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